sábado, 31 de outubro de 2009

Cumprimento

- Marcos, essa aqui é a Clara.
- Clara, esse aqui é o Marcos...
Mas e agora? É um simples aperto de mão, só um abraço, um beijinho, dois... e se forem três?
Essa é uma das piores situações, que geralmente, temos que passar. A que costuma gerar alguns embaraços. Então me diz uma coisa... quem foi o sujeito que inventou isso? Mas não, é que o brasileiro é um povo muito caloroso! kkkk... eu não sou brasileira? Ou sou exceção? Há, vamos combinar... principalmente em Brasília, que a mistura é total, a gente nunca sabe como a pessoa vai reagir. Podiam ao menos ter inventado um cumprimento só. Eu preferia um simples aceno com a cabeça. Não ta ótimo? Afinal, a gente nunca sabe se a pessoa esta suada, se esta com muito perfuma, se esta fedida, se esta com gel ou creme no cabelo... sei lá, há tantas possibilidades e eu DETESTO passar por isso.
Você pode estar pensando, credo, que garota insensível. Não é nada disso, é só porque essa situação é super chata. E eu to falando de cumprimentar estranhos, não amigos. Os amigos sim, esses você tem intimidade, você sabe como eles cumprimentam, você não passa vergonha. Mas não. parece que virou lei. Conheceu alguém, é aperto de mão pra lá, é beijinho pra cá, é abraço acolá... que coisa mais chata. E se eu não cumprimento dessa forma é porque sou fria, ou sou tímida, ou o que? Qual é o meu problema? Eu tenho algum problema?
Mas assim. amigos também têm limites, por exemplo, você esta em uma festa e quando chega lá tem milhares deles. Você tem que cumprimentar um por um? Há desculpe, eu no máximo cumprimentarei o dono da festa e os amigos mais intimos. E o resto do pessoal, porque não um oi geral, do tipo ''oi gente, tudo bom?'' Não tá ótimo? E quando vai embora... ''Falow galera, até mais.'' PERFEITO! Adorei a nova regrinha de cumprimentos... =D
Ai, ai... você deve estar pensando que sou uma pessoa super fria e chata. Não é nada disso. Vai dizer que você adora cumprimentar estranhos, que fica empolgada em cumprimetar um por um quando chega nos locais e quando vai embora? Aposto não ser à exceção dos brasileiros, aposto que outras pessoas também detestam essa calorosidade latina americana!
Abraço,
Até as próximas indagações.
Alessa Catelli

p.s. participação especial de Giulia Catelli na foto e foto by Pedro Catelli.

domingo, 25 de outubro de 2009

Inconstância



Fiquei um tempão sem escrever por aqui... Tenho um certo problema com terminar as coisas que eu começo... Inclusive o tema para o próximo post não tinha nada a ver com o que vou falar aqui.
Minha cabeça tem mania de fervilhar milhares de coisas ao mesmo tempo. Sou uma típica mulher que consegue falar ao telefone, conversar pelo MSN, prestar atenção na televisão, escutar musica e pensar sobre a vida. Às vezes fico meio distraída nesse meio, já cometi alguns enganos com a mania de fazer sempre mais de uma coisa ao mesmo tempo. Mas eu não sei o que acontece comigo. Costumo ter milhões de coisas na cabeça e quero realizar todas ao mesmo tempo e o pior de tudo, só consigo fazer as coisas em cima da hora. Teve um tempo que meu metabolismo estava tão acelerado que eu comecei a emagrecer muito rápido, eu não conseguia deitar a cabeça no travesseiro porque lembrava de algo que tinha de fazer e corria pra fazer, não conseguia deixar nada pra depois. Depois disso eu desisti de todos aqueles ótimos projetos que tinha começado há pouco.
Desde pequena eu já apresentei essa característica, logo quando lembro da minha consciência, queria ser estilista. Fazia lindas roupas pra minha Barbie, era um grande sonho, logo depois sem lembrar do motivo coloquei na minha cabeça que queria ser chef de cozinha, corri logo atrás de fazer um curso de francês pra poder um dia ir pra França estudar no Cordon Bleu, hoje uma das instituições mais importantes em formação gastronômica. Entrei pro Frances, só que mais a frente fui pensando na possibilidade de engrenar em outras carreiras. Fiz curso pra modelo, quis ser atriz, pensei na psicologia, informática, nutrição, comecei a aprender música (Tentei, mas não sabia se fazia violão, bateria, adorava o piano. Resultado, não aprendi nada.), entre outras coisas. Ao final, entrei na faculdade de administração, pensando ser uma graduação que abrange muitas áreas. Já estou no 6° semestre de 7, e definitivamente não sei o que estou fazendo naquele curso. Já pensei nas mais infinitas possibilidades e não vejo futuro na administração.
Enfim, de todos os planos que já fiz na minha vida, eu não consegui terminar nenhum. Esta ai a minha inconstância. Um amigo disse que isso é normal, que todo mundo é um pouco inconstante, mas eu acho que não é normal. Eu não quero ser assim. Eu quero terminar um projeto na minha vida, eu quero ter a certeza de que amo alguém, eu quero não enjoar dos meus amigos, eu quero fazer alguma coisa que realmente importe da minha vida.
Depende de mim? Não sei... Mas dos outros é que não deve ser, por isso tentarei não abandonar esse blog.
Abraço,
Até as próximas indagações.
Alessa Catelli

domingo, 4 de outubro de 2009

Amor



Um dia eu pensei que existiam homens perfeitos... Não riam... Todo mundo se ilude... Quem nunca sonhou em viver um conto de fadas? Quem nunca pensou que aquela historia linda da novela podia acontecer na sua vida? Nossa, eu ate sonhava a noite, me apaixonava pelos galãs da TV, sonhava o dia que iria encontrar o meu príncipe encantado. Ate o dia em que vivi uma grande historia de amor. Não era um conto de fadas, mas era com quem eu queria estar. Estava apaixonada, era lindo, mas eu confesso que muitas vezes queria que acontecesse algo surpreendente, que alguém nos fizesse brigar mas que no final tudo iria dar certo e ficaríamos muito mais apaixonados... mera ilusão... historias de novela não acontece na vida real! Bom, um dia essa historia acabou, e hoje quando olho pra esse grande amor vejo que ele não é diferente de nenhum homem que a gente vê por ai. É o amor que transforma o sapo em príncipe, o patinho feio em um lindo cisne ou ate mesmo o mais cachorro dos homens em um bobo apaixonado. Lembrando que essa visão na maioria das vezes é apenas sua, individual. Parece ate que quando a gente se apaixona, colocamos um óculos com película que nos impossibilita de ver os defeitos.
Certa vez ouvi alguém dizer que em todo relacionamento um ama mais que o outro. Pensando sobre o assunto logo quis ser a pessoa que ama menos, pois assim a cegueira é menor e temos maior controle sobre o outro, mas depois fiquei refletindo em ser o que ama mais. Quando se ama loucamente, não se enxerga os defeitos, não se importa em abrir mão, não se quer brigar, não se pensa em conseqüências, simplesmente se vive o amor. Mas logo vem a duvida: quem sofre mais? Hoje já não quero mais pensar sobre o assunto, acho que a vida tem guardada uma grande surpresa, um grande amor. Seja ele mais ou menos, seja ele grande ou pequeno, seja ele rápido ou duradouro. Amar é sempre bom. Não há dor que a gente não se acostume. Porque teria eu medo de amar, mesmo que isso leve ao sofrimento!? Colocando os pesos e as medidas, o amor traz muito mais alegrias do que tristezas e ainda muito mais lições pra uma vida, o que nos faz amadurecer para o próximo relacionamento.
E sabe o que mais! Eu quero mesmo é viver, seja a vida como for.
E pra terminar uma frase de uma música do Chorão que achei bem interessante: “Me encontra ou deixa eu te encontrar...”
Abraço,
Até as próximas indagações.
Alessa Catelli